O Sindicato APEOC continua na luta para que os professores do Estado tenham direito ao pagamento de, pelo menos, 60% dos recursos do Fundef. Nesta terça-feira (06) a entidade esteve presente nos municípios de Canindé e Paramoti para esclarecer dúvidas sobre o processo de rateio da verba.

Canindé

Em Canindé, o encontro com os professores ocorreu no ginásio do Banco do Nordeste (BNB) durante a assembleia geral da categoria. Os docentes cobram uma resposta efetiva da prefeitura de Canindé sobre o rateio da verba do Fundef. O presidente estadual do Sindicato APEOC, Anizio Melo, esteve na ocasião acompanhado da banca de advogados responsável pelo caso. “O dinheiro está previsto para entrar dia 12 de dezembro e o Sindicato não abre mão de 60 % para os professores. Se não houver homologação do acordo na Justiça até o dia 12 nós vamos pedir o bloqueio para assegurar que os recursos não sejam desviados da finalidade que nós defendemos”, esclareceu Anizio.

O presidente também destacou a união dos sindicatos locais pelo direito dos professores ao dinheiro do Fundef. “ Fortalecemos a unidade das três entidades: Sindicato APEOC , Sindicato dos Professores de Canindé e Sindicato dos Servidores Municipais de Canindé, todos empenhados para pressionar pela homologação e por melhores condições nas escolas de Canindé”, finalizou.

Greve

Os professores de Canindé estão com as atividades paralisadas desde o último dia 30 de novembro e reivindicam o direito ao recebimento do precatório do Fundef e melhores condições estruturais na rede de ensino municipal.

Paramoti

Em Paramoti, o Sindicato APEOC participou de uma reunião com a atual prefeita da cidade, Telvânia Ferreira Braz. A reunião ocorreu nesta terça-feira (06) na sede da prefeitura de Paramoti e foi solicitada pela gestora para que fossem esclarecidas as condições de pagamento dos recursos do Fundef aos professores do município.

Paramoti já ganhou, na Justiça, o direito ao pagamento do Fundef para os professores. O prefeito, à época, havia se comprometido a pagar 60% aos docentes da região. No fim de novembro, entretanto, o prefeito Samuel Boyadjian foi afastado do cargo e a vice, Telvânia Ferreira, assumiu. Agora, a gestora quer esclarecimentos sobre o pagamento do precatório e afirmou que pretende manter os recursos para os professores.

Durante o encontro estavam presentes o assessor sindical do Sindicato APEOC, Kim Lopes, representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Paramoti, advogados que acompanham a ação e professores da base que representam a categoria.